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sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu avô paterno


Meu pai, Ortis Lopes de Faria, era filho de Lacordaire Lopes de Faria e Adelaide Amélia de Faria.

Meu avô Lacordaire, vulgo Solá, Tilá (pelos parentes) Dinho ou Dindinho (pelos netos), era professor de música e de solfejo, além de lavrador.

Ele mesmo tocava um instrumento de sopro que chamavam de “ofoclide. Este instrumento talvez fosse uma tuba ou um saxofone antigo.

Stella da Costa César, de Capela Nova, disse-me que achava muito interessante um velhinho dando aula de música. Em Capela Nova a turma se reunia para fazer festas de Carvalhada; o meu avô e parceiros iam para tocar.

Meu pai contou para meu irmão, Derinho, que ele tinha um cavalo branco de nome Bainho, muito bravo que ele mesmo adestrou. Nas festas de Capela Nova, papai entrava montado em seu cavalo branco, andando somente nas patas traseiras.

Vovô teve 10 irmãos (com ele, 11 irmãos). Ele nasceu no Glória, hoje Caranaíba, aos 15/08/1859.

Era filho de José Lopes de Faria, casado com Adelaide Cristina de Assis, a Dindinha ou Sá Adelaide. Esse casal morou no Glória, na Fazenda da Conquista, onde meu pai nasceu. A fazenda foi destruída em 1992.